sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Figuras de linguagem

Figuras de Linguagem são recursos que tornam as mensagens que emitimos mais expressivas. Subdividem-se em figuras de som, figuras de palavras, figuras de pensamento e figuras de construção. 
-As figuras de som produzem efeitos na linguagem, como por exemplo, quando há repetição de sons ou, ainda, quando se procura "imitar" sons produzidos por coisas ou seres. A onomatopeia é uma figura de som. Veja:
Onomatopéia:  Ocorre quando uma palavra ou conjunto de palavras imita um ruído ou  um som. São verbos onomatopaicos: cacarejar, tiquetaquear, miar, etc
 Ex: “O silêncio fresco despenca das árvores.
        Veio de longe, das planícies altas,
        Dos cerrados onde o guaxe passe rápido...
        Vvvvvvv... passou.”
 Ex:  A língua do nhem "Havia uma velhinha 
        Que andava aborrecida 
        Pois dava a sua vida 
        Para falar com alguém.
        E estava sempre em casa 
        A boa velhinha, 
        Resmungando sozinha: 
        Nhem-nhem-nhem-nhem-nhem..."
                              (Cecília Meireles)
-As figuras de palavras são figuras de linguagem que consistem no emprego de um termo com sentido diferente daquele convencionalmente empregado, a fim de se conseguir um efeito mais expressivo na comunicação. veja alguns exemplos de figuras de palavras:          
ComparaçãoOcorre quando se estabelece aproximação entre dois elementos que se identificam, ligados por conectivos comparativos explícitos: assim como, tal, como, tal qual, tal como, qual, que nem - alguns verbos - parecer, assemelhar-se e outros.
Ex:  “Eu faço versos como quem chora
        De desalento... de desencanto...”
                                         (M. Bandeira)
Ex:    Meu coração está igual a um céu cinzento.

Metáfora: É uma comparação mental ou subentendida (abreviada), prevalecendo a relação de semelhança. Não aparece a conjunção “como”
Ex: “Meu coração é um balde despejado.”
                                                  (Fernando Pessoa)
     “O tempo é uma cadeira ao sol, e nada mais.”
                              
(Carlos Drummond de Andrade)
      "Supondo o espírito humano uma vasta concha, o meu fim, Sr. Soares, é ver se posso extrair pérolas, que é a razão."
   
Metonímia: É a substituição de uma palavra por outra, quando existe uma relação lógica, uma proximidade de sentidos que permite essa troca. Ocorre metonímia quando empregamos:
-Efeito pela causa:
Ex: Sócrates tomou a morte. (por veneno)
 -Autor pela obra:
Ex:  Gosto de ouvir Caetano Veloso.
         Ela aprecia ler Jorge Amado
        Comprei um Portinari.
-Continente pelo conteúdo:
Ex:  Antes de sair, tomamos um cálice de licor.
       No aniversário daquela atriz foram servidos mais de vinte pratos deliciosos.
Parte pelo todo:
Ex:  A choupana não suportou quatro invernos.
       Não tinha um teto onde cair morto.
-Singular pelo plural:
Ex: O homem, que é mortal, imortaliza-se por meio de suas conquistas.
 -O lugar de origem ou de produção pelo produto:
Ex:  Comprei uma garrafa do legítimo porto. (O vinho da cidade do Porto.)
       Ofereceu-me um havana. (Um charuto produzido em Havana.)
-O abstrato pelo concreto:
Ex:  Não devemos contar com o seu coração. (Sentimento, sensibilidade)
       A velhice deve ser respeitada.  (As pessoas idosas.)
-O símbolo pela coisa simbolizada:
Ex: A coroa foi disputada pelos revolucionários. (O poder.)
      Não te afastes da cruz. (O cristianismo.)
 -A matéria pelo produto:
Ex: Lento, o bronze soa. (O sino.)
       Joguei duas pratas no chapéu do mendigo. (Moedas de prata.)
 -O instrumento pela pessoa que o utiliza:
Ex:  Ele é um bom garfo. ( Guloso, glutão)
 - A marca pelo produto:
Ex: Vá comprar bombril no mercadinho.
       Vamos tomar uma coca-cola bem gelada.

Catacrese: É uma metáfora desgastada, tão usual que já não percebemos. Assim, a catacrese é o emprego de uma palavra no sentido figurado por falta de um termo próprio.
Ex: folhas de livro, pele de tomate, dente de alho, céu da boca, cabeça de prego, mão de direção, ventre da terra, asa da xícara, etc.
Sinestesia: interpretação sensorial, onde fundem-se dois sentidos ou mais (olfato, visão, audição, gustação e tato).
Ex.: O sol de outono caía com uma luz pálida e macia.
      Dirigiu-lhe uma palavra branca e fria como agradecimento”.
      Um grito áspero revelava tudo o que sentia. 

Perífrase - antonomásia: ocorre quando utilizamos expressões especiais para falar de alguém ou de algum lugar. Utilizamos a perífrase quando se tratar de lugares ou animais e a antonomásia quando se tratar de pessoas. Na linguagem coloquial, é o mesmo que apelido, alcunha ou cognome.
 Ex: O rei dos animais rugia alto diante da ameaça. (leão)
      “Cidade maravilhosa (Rio de Janeiro)
       Cheia de encantos mil”
       Cidade-luz = Paris.
       O filósofo de Genebra (Calvino);
       O águia de Haia (Rui Barbosa),
       O Aleijadinho esculpiu (Antônio Francisco Lisboa).

-As figuras de pensamento são recursos de linguagem que se referem ao significado das palavras, ao seu aspecto semântico. Veja alguns exemplos:
Antítese: Aproximação de palavras de sentidos opostos.
Ex:  “Eu que sou cego – mas peço luzes...
       Que sou pequeno, - ma só fito os Andes...”
                                          (Castro Alves)
“Quando um muro se separa, uma ponte se une.”

“Nao existiria som se não houvesse o silencio”

Paradoxo: Consiste numa proposição aparentemente absurda, resultante da união de ideias contraditórias.
Ex:  “Amor é fogo que arde sem doer
        É um contentamento descontente
        É ferida que dói e não se sente
        É dor que desatina sem doer."

Apóstrofe: Figura pela qual o narrador interrompe o discurso para dirigir-se a uma pessoa ausente ou não, a um objeto inanimado ou a uma ideia abstrata:
Ex: “Ó mar, porque não apagas co’a espuma de tuas vagas, de teu manto borrão?”
      “Senhor, Deus dos desgraçados,
       dizei-me, Senhor Deus,
       se é mentira ou se é verdade
       tanto horror perante os céus.”

Eufemismo: Substituição de uma palavra ou expressão desagradável ou áspera por outra mais amena.
 Ex: Você faltou com a verdade a um homem. 
 Um senhor pegou seu carro sem lhe avisar  e sem a intenção de devolver!
 Ele foi repousar no céu, junto ao Pai.
Os homens públicos envergonham o povo.

Hipérbole: Afirmação exagerada de uma ideia.
  Ex: Falei trezentas vezes para você!
        Rios te correrão dos olhos, se chorares. (Olavo Bilac)
      
Ironia: utilização de um termo com sentido oposto ao que se quer realmente dizer.
Ex: O ministro foi sutil como uma jamanta.
    “Moça linda bem tratada,
      três séculos de família,
      burra como uma porta:
      um amor!
             (Mário de Andrade)

Personificação ou prosopopéia: Atribuição de ações, qualidades ou sentimentos a seres inanimados. Também a atribuição de características humanas a seres animados constitui prosopopéia, como este exemplo de Mário Quintana: “O peixinho (...) silencioso e levemente melancólico....” 
 Ex: “O tempo passou na janela e só Carolina não viu.”
                                    (Chico Buarque)
        
“... os rios vão carregando as queixas do caminho.”
                                              ( Raul Bopp)

-As figuras de sintaxe dizem respeito a desvios em relação à concordância entre termos da oração, sua ordem, possíveis repetições ou omissões. Veja as principais:
Elipse: Ocorre elipse quando omitimos um termo ou oração que facilmente podemos identificar ou subentender no contexto. Pode ocorrer na supressão de pronomes, conjunções, preposições ou verbos.
Ex:  “No mar, tanta tormenta e tanto dano”.
                                                        (Camões)
“Foi saqueada a vila, e assassinados os partidários dos Filipes.”  
                                                        (Camilo Castelo Branco) 
 “Veio sem pinturas, em vestido leve, sandálias coloridas.”
                                                                          (Rubem Braga) 
Anáfora: Ocorre anáfora quando há repetição intencional de palavras no início de um período, frase ou verso.
Ex:  “Eu quase não saio
        Eu quase não tenho amigo
        Eu quase não consigo
        Ficar na cidade sem viver contrariado.”
                                             (Gilberto Gil)
 “Grande no pensamento, grande na ação, grande na glória, grande no infortúnio, ele morreu desconhecido e só”.                                                                                                                                  (Rocha Lima)
Pleonasmo: quando há repetição da mesma idéia, isto é, redundância de significado. 
a) Pleonasmo literário: É o uso de palavras redundantes para reforçar uma idéia, tanto do ponto de vista semântico quanto do ponto de vista sintático. É um recurso estilístico que enriquece a expressão, dando ênfase à mensagem.
Ex: “Iam vinte anos desde aquele dia
       Quando com os olhos eu quis ver de perto
       Quanto em visão com os da saudade via.”
                                   (Alberto de Oliveira)
     “Morrerás morte vil na mão de um forte.”
                              (Gonçalves Dias)
     “Ó mar salgado, quanto do teu sal
       São lágrimas de Portugal”
                                       (Fernando Pessoa)
b) Pleonasmo vicioso:  É o desdobramento de idéias que lá estavam implícitas em palavras anteriormente expressas. Pleonasmos viciosos devem ser evitados, pois não têm valor de reforço de uma idéia, sendo apenas fruto do descobrimento do sentido real das palavras.
Ex:  subir para cima / hemorragia de sangue /entrar para dentro /monopólio exclusivo /repetir de novo /ouvir com os ouvidos/ principal protagonista, etc


Inversão/ hipérbato: Inversão da ordem natural das palavras na frase ou de oração no período.
 Ex: “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
         De um povo heróico o brado retumbante”
                                              
        “Passeiam, à tarde, as belas na Avenida.”
                                (Carlos Drummond de Andrade)
Silepse: Ocorre silepse quando a concordância não é feita com as palavras, mas com a ideia a elas associada. É uma concordância ideológica ou mental, afastando-se das formas normais de concordância. A silepse pode ser:
 Silepse de gênero: quando há discordância entre os gêneros gramaticais (feminino ou masculino)
 Ex: A grande e concorrida São Paulo.
 “Admitindo a ideia de que eu fosse capaz de semelhante vilania, Sua Majestade foi cruelmente injusto para comigo” 
              (Alexandre Herculano)
 Silepse de número:  Ocorre quando há discordância envolvendo o número gramatical (singular ou plural).
 Ex: A multidão assistia satisfeita, aplaudiam e acreditavam.
“Esta gente está furiosa e com medo; por conseqüência, capazes de tudo.”  (Garret)
 “Corria gente de todos lados, e gritavam.” (Mário Barreto)

Silepse de pessoa: Ocorre quando há discordância entre o sujeito expresso e a pessoa verbal.
 Ex: Você e os que pensam assim, não teremos muitas surpresas.
  “A gente não sabemos escolher presidente
    A gente não sabemos tomar conta da gente.”
                                         (Roger Rocha Moreira)
“Ambos recusamos praticar este ato.”
                                           (Alexandre Herculano)

terça-feira, 10 de abril de 2012

Linguagem Denotativa X Linguagem Conotativa X Polissemia

Novamente, estou postando a aula sobre denotação, conotação e polissemia. Espero que gostem! Vamos lá!

A significação das palavras e enunciados de uma língua não é fixa, elas a operam em dois eixos de significação: o eixo denotativo ou referencial e o eixo conotativo ou afetivo, pois, dependendo do contexto, o significante de um signo lingüístico pode muitas vezes apresentar mais de um significado. Veja:

1. Denotação: é o uso do signo em seu sentido próprio, real e único, ou seja, a palavra se apresenta em seu sentido literal, portanto não permite outra interpretação. É a linguagem própria da ciência, mas pode ser encontrada também em textos jornalísticos, receitas, bulas, cardápios, etc.

Ex: A corda era muito fina, por não resistiu ao peso e arrebentou.

2. Conotação: é o uso do signo em seu sentido figurado e simbólico, ou seja, a conotação consiste em dar novos significados a uma palavra. Nesse caso, seu sentido não pode ser interpretado literalmente, ao contrário, é ampliado e modificado, com o objetivo de provocar um efeito particular.  A linguagem conotativa pode ser encontrada principalmente em poemas, músicas, propagandas, textos humorísticos, provérbios populares, etc.

Ex: Ele amanheceu com a corda toda.

OBS: Signo Linguístico é toda palavra que possui um sentido, como por exemplo, a palavra “livro”. O signo lingüístico é constituído de duas partes distintas, significante, que é o lado material, concreto e perceptível (os sons e as letras) e o significado, que o lado imaterial, o conceito, a imagem mental que fazemos do significante. Note nos exemplos que o mesmo signo (corda) possui dois significados diferentes.  No 1º exemplo, o significante “corda” significa feixe alongado de fibras vegetais, foi empregado no sentido denotativo, já no 2º exemplo, este mesmo significante adquiriu outro significado: boa disposição física e mental, energia, vigor, pois foi empregado no sentido conotativo.
Basicamente, podemos dizer que a linguagem conotativa se vale de vários recursos para ocorrer. O mais importante deles é a metáfora.
Metáfora: é a mudança de sentido de uma palavra a partir do momento em que se estabelece uma relação com outra. Veja esses exemplos:

Ana é uma rosa perfumada.
Aquele jogador é um touro.
Aquela menina me leva até às nuvens.
Um dia eu vou encontrar a luz no fim do túnel.
Ela me fuzilou com seu olhar.

3. Polissemia
Quando um significante for suporte para mais de um  significado temos a polissemia, por exemplo, o significante mão pode denotar vários significados, veja:

Paula tem uma mão para cozinhar que dá inveja!
Vamos! Coloque logo a mão na massa!
As crianças estão com as mãos sujas.
Passaram a mão na minha bolsa e nem percebi.

A palavra Polissemia significa “muitos sentidos”, porém não deve ser vista como um problema, uma vez que será neutralizada pelo contexto. Pois assim que se insere no contexto, a palavra perde seu caráter polissêmico e ganha um significado específico, passando a ser denominado de significado contextual.


quarta-feira, 14 de março de 2012

Texto: Linguagem verbal e não-verbal

O que é um texto?
Você sabe definir o que é um texto? Pode ser uma única palavra? Uma única frase? Uma imagem? Vamos ver:
Segundo o dicionário Larousse (2007), texto é o conjunto coerente e coeso de ideias, é  a palavra ou conjunto de palavras que transmite uma mensagem, que tem a intenção de comunicar algo. Portanto, uma palavra ou uma imagem pode sim ser um texto, desde que transmita uma mensagem. Veja:

Fogo! 
Boa noite!
Fora!
Leia o meu livro e dê sua opinião sincera!

Para identificarmos um texto, devemos atender algumas condições:
·         Ele deve ser lido e interpretado;
·         Precisa ter sentido;
·         Ele sugere (e muitas vezes revela) uma intenção específica por parte de quem o criou.
Observe: será que esta imagem é um texto? Podemos “ler” e interpretar algo nessa imagem? Tem sentido? Sugere ou revela alguma intenção do autor? Vamos analisá-la:
O que temos: um pouco de grama, na grama aparece um tronco, com um pequeno galho, ambos cortados, e sobre o tronco está pousando um pássaro cuja cabeça também parece ter sido cortada. E agora? Será que é apenas essas informações que podemos tirar dessa imagem?
Pense bem: se recorrermos às informações que temos sobre o relacionamento do homem com o meio ambiente, levantaremos algumas hipóteses: será que o autor que chamar nossa atenção para o problema do desmatamento? Será que a árvore e o pássaro cortados sugerem uma reação em cadeia, pois com a falta das árvores, os pássaros não têm onde fazer seus ninhos e também desaparecem? Será que podemos, a partir dessa imagem, concluir que o desmatamento provoca uma série de conseqüências negativas para o ambiente, para os animais e, por extensão, aos seres humanos?
Veja quanta informação, conseguimos extrair de uma imagem! O importante, porém, é constatar que fomos além do que está representado na imagem e concluímos algo a respeito da intenção do autor da imagem: denunciar as graves conseqüências do desmatamento para o ecossistema e nos levar a refletir sobre nossas ações. Nesse ponto, não podemos ter mais dúvidas de que essa imagem é um texto.

Linguagem verbal e Linguagem não-verbal
Quando falamos de texto, identificamos um uso da linguagem, que pode ser verbal ou não-verbal. Quando o homem se utiliza da palavra, ou seja, da linguagem oral ou escrita, dizemos que ele está utilizando uma linguagem verbal, pois o código usado é a palavra. Tal código está presente, quando falamos com alguém, quando lemos, quando escrevemos.
 A linguagem verbal é a forma de comunicação mais presente em nosso cotidiano. Mediante a palavra falada ou escrita, expomos aos outros as nossas ideias e pensamentos. Ela está presente em propagandas; em reportagens (jornais, revistas, etc.);em obras literárias e científicas; na comunicação entre as pessoas; em discursos (Presidente da República, representantes de classe, candidatos a cargos públicos, etc.); e em várias outras situações.
A outra forma de comunicação, que não é feita nem por sinais verbais nem pela escrita, é a linguagem não-verbal. Nesse caso, o código a ser utilizado é a simbologia. A linguagem não-verbal também é constituída por gestos, tom de voz, postura corporal, cores, sinais, sons, imagens, etc.


-Agora, vamos exercitar um pouco: Analise os textos abaixo:
1º texto:


2º texto

 2ª Ladainha

Por que o raciocínio,
Os músculos, os ossos?
A automação, ócio dourado,
O cérebro eletrônico, o músculo
Mecânico
Mais fáceis que um sorriso.

Por que o coração?
O de metal não tornará o homem
Mais cordial,
Dando-lhe um ritmo extra-
Corporal?

Por que levantar o braço
Para colher o fruto?
A máquina o fará por nós.
Por que labutar no campo, na cidade?

A máquina o fará por nós.
Por que pensar, imaginar?
A máquina o fará por nós.
Por que fazer um poema?
A máquina o fará por nós.
Por que subir a escada de Jacó?
A máquina o fará por nós.

Ó máquina, orai por nós.

(Cassiano Ricardo)

1. Abrindo o poema com uma indagação, o que o poeta coloca em questão?

2. Ainda na 1ª estrofe, o poeta indica o elemento que provocou essa transformação na maneira de encarar o homem. Qual é ele?

3. A dimensão espiritual do homem está representada em que verso? Explique
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Queridos, mais um recurso para vocês entenderem melhor o que vem ser linguagem verbal e linguagem não-verbal. Assistam ao vídeo e deixem sua mensagem nos comentários:

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

História da Língua Portuguesa

A FORMAÇÃO DE PORTUGAL E A ORIGEM DA LÍNGUA PORTUGUESA

Derivou-se o nosso idioma, como língua romântica, do Latim vulgar. É bastante difícil conhecer a língua dos povos habitantes na península Ibérica antes dos Romanos dela se apossarem.
Os Romanos ocuparam a Península Ibérica no séc. III antes de nossa Era. Contudo, ela só é incorporada ao Império no ano 197 antes de Cristo. Tal fato não foi pacifico. Houve rebeliões contra o jugo Romano.
O Latim, língua dos conquistadores, foi paulatinamente suplantado a dos povos pré-latinos. “Os turdetanos, e mormente os ribeirinhos do Bétis, adotaram de todos os costumes romanos, e até já nem se lembram da própria língua.” (Estrabão).
O Latim implantado na Península Ibérica não era o adotado por Cícero e outros escritores da época clássica (Latim clássico).
Era sim o denominado Latim Vulgar. O Latim Vulgar era de vocabulário reduzido, falado por aqueles que encaravam a vida pelo lado prático sem as preocupações de estilísticas do falar e do escrever.
O Latim Clássico foi conhecido também na Península Ibérica, principalmente nas escolas. Atestam tal verdade os naturais da Península : Quintiliano e Sêneca.

- O Português vem do Latim vulgar
Sabe-se que o latim era uma língua corrente de Roma. Roma, destinada pela sorte e valor de suas bases, conquista, através de seus soldados, regiões imensas. Com as conquistas vai o latim sendo levado a todos os rincões pelos soldados romanos, pelos colonos, pelos homens de negócios. As viagens favoreciam a difusão do latim.
Primeiramente o latim se expande por toda a Itália, depois pela Córsega e Sardenha, plenas províncias do oeste do domínio colonial, pela Gália, pela Espanha, pelo norte e nordeste da Récia, pelo leste da Dácia. O latim se difundiu acarretando falares diversos de conformidade com as regiões e povoados, surgindo daí as línguas românticas ou novilatinas.
Românticas porque tiveram a mesma origem: ao latim vulgar. Essas línguas são, na verdade, continuação do latim vulgar. Essas línguas românticas são: português, espanhol, catalão, provençal francês, italiano, rético, sardo e romeno.
No lado ocidental da Península Ibérica o latim sentiu certas influencias e apresenta características especiais que o distinguiam do “modus loquendi” de outras regiões onde se formavam e se desenvolviam as línguas românticas. Foi nesta região ocidental que se fixaram os suevos. Foram os povos bárbaros que invadiram a península, todos de origem germânica Sucederam-se nas invasões os vândalos, os suevos (fixaram-se no norte da península que mais tarde pertenceria a Portugal), os visigodos. Esses povos eram atrasados de cultura. Admitiram os costumes dos vencidos juntamente com a língua regional.
É normal entender a influencia desses povos bárbaros foi grande sobre o latim que aí se falava, nessa altura bastante modificado.

- Formação de Portugal
No século V, vários grupos bárbaros entraram na região ibérica, destruindo a organização política e administrativa dos romanos. Entretanto é interessante notar o domínio político não corresponde a um domínio cultural, os bárbaros sofreram um processo de romanização. Neste período formaram-se uma sociedade distinta em três níveis: clero, os ricos e políticos poderosos; a nobreza, proprietários e militares; e o povo.
No século VII essa situação sofre profundas mudanças devido a invasão muçulmana, estendendo –se assim o domínio árabe variando de regiões, e tinha sua maior concentração na região sul da Península, e o norte não conquistado servia de refúgio aos cristãos e lá organizaram a luta de reconquista, que visava a retomado do território tomado pelos árabes.
No que a Reconquista progredia a estrutura de poder e a organização territorial vão ganhando novos contornos; os reino do norte da Península (Leão, Castela, Aragão) estendem suas fronteiras para o sul, o reino de Leão passa a pertencer a o Condato Portucalense.
No fim do século XI, o norte da Península era governado por o rei Afonso VI, pretendendo expulsar todos os muçulmanos, vieram cavaleiros de todas as partes para lutar contra os mouros, dentre os quais dois nobres de borgonhas: Raimundo e seu primo Henrique. Afonso VI tinha duas filhas: Urraca e Teresa. O rei promoveu o casamento de Urraca e Raimundo e lhe deu como dote o governo de Galiza; pouco depois casou Teresa com Henrique e lhe deu o governo do Condato Portucalense. D. Henrique continua a luta contra os mouros e anexando os novos territórios ao seu condato, que vai ganhado os contornos do que hoje é Portugal.
Em 1128, Afonso Henriques – filho de Henrique e Teresa- proclamou a independência do Condato Portucalense, entrando em luta com as forças do reino de Leão. Quando em 1185 morre Afonso Henriques, os muçulmanos dominavam somente o sul de Portugal. Sucede a Afonso Henriques o rei D. Sancho, que continuava a lutar contra os mouros até sua expulsão total.. Dessa forma consolida-se a primeira dinastia portuguesa: a Dinastia de Borgonhas.

EVOLUÇÃO DA LINGUA PORTUGUESA
A formação e a própria evolução da língua portuguesa contam com um elemento decisivo: o domínio romano, sem desprezar por completo a influência das diversas línguas faladas na região antes do domínio romano sobre o latim vulgar, o latim passou por diversificações, dando origem a dialetos que se denominava romanço ( do latim romanice que significava, falar a maneira dos romanos).
Com várias invasões barbaras no século V, e a queda do Império Romano no Ocidente, surgiram vários destes dialetos, e numa evolução constituíram-se as línguas modernas conhecidas como: neolatinas. Na Península Ibérica, várias línguas se formaram, entre elas o catalão, o castelhano, o galego-português, deste último resultou a língua portuguesa.
O galego-português, era uma língua limitada a todo Ocidente da Península, correspondendo aos territórios da Galiza e de Portugal, Cronologicamente limitado entre os séculos XII e XIV, coincidindo ocom o período da Reconquista. Na entrada do século XIV, percebe-se maior influência dos falares do sul, notadamente na região de Lisboa; aumentando assim as diferenças entre o galego e o português.
O galego apareceu durante o século XII e XV, aparecendo tanto em documentos oficiais da região de Galiza como em obras poéticas. Apartir do século XVI, com o domínio de Castela, introduz-se o castelhano como língua oficial, e o galego tem sua importância relegada a plano secundário.
Já o português, desde a consolidação da autonomia política e, mais tarde, com a dilatação do império luso, consagra-se como língua oficial. Da evolução da língua portuguesa destaca-se alguns períodos: fase proto-histórica, do Português arcaico e do Português moderno.

FASES HISTÓRICAS DO PORTUGUÊS
• Fase proto-histórica: Anterior ao século XII, com textos escritos em latim bárbaro (modalidade do latim usado apenas em documentos e por isso também chamado de latim tabaliônico ou dos tabeliões).


• Fase do português arcáico: Do século XII ao século XVI, corresponde dois períodos:
a) do século XII ao século XIV, com textos em galego-português;
b) do século XIV ao século XVI, com a separação do galego e o portugu6es.


• Fase do português moderno: A partir do século XVI, quando a língua portuguesa se uniformiza e adquiri as caracteristicas do português atual. A rica literatura renascente portuguesa, produzida por Camões, teve papel fundamental nesse processo. As primeiras gramáticas e dicionários da língua portuguesa também surgiram do século XVI.


GEOGRAFIA DA LÍNGUA PORTUGUESA
O atual quadro das regiões de língua portuguesa se deve as expansões territorial lusitana ocorrida no século XV a XVI. Assim que o língua portuguesa partiu do ocidente lusitano , entrou por todos os continentes: América (com o Brasil), África (Guiné-Bissau, Cabo Verde, Angola, Moçambique, República Democrática de São Tomé e Príncipe), Ásia (Macau, Goa, Damão, Diu), e Oceania (Timor), além das ilhas atlânticas próximas da costa africana ( Açores e Madeira), que fazem parte do estado português.
Em alguns países o português é a língua oficial (República Democrática de São Tomé e Príncipe, o Brasil, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde), e apesar de incorporações de vocábulos nativos de modificações de pronúncia, mantêm uma unidade com o português de Portugal.
Em outros locais, surgiram dialetos originários do português. E também regiões em que essa língua é falada apenas por uma peguena parte da população, como em Hong Kong e Sri Lanka.


Bibliografia
NICOLA, José de, Língua, Literatura e Redação, 6ª ed., Editora Scipione, 1994
TERSARIOL, Alpheu, Biblioteca da língua portuguesa, 14ª ed., Editorial Irradiação S.A.- São Paulo, 1970 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Aprenda com paródia

Música Ilariê (Xuxa)
  
Pronomes Oblíquos
Tá na hora
Tá na hora
Tá na hora de usar
Os pronomes pessoais
Empregando sem errar.
I la ri la ri la ri ê
Ôôô
Se o objeto for direto
Usa o lo e usa la
Tem também o no e na
E ainda o o e a
É a turma do Chicão que vai dando o seu alô.
Pra usar o lo e o la tira o r, s, e z
Mas se for um som nasal, usa o no e usa o na
E no final tiver vogal, usa o o ou ou usa o a
E la e lo e lo e la r, s, z
E no e na e no e na som nasal
E se for uma vogal, o e a
É a turma do Chicão que vai dando o seu alô
E se o objeto indireto
Usa o lhe, o lha e o lho
Só se for para pessoa porque
Pra coisa não dá não.
E a ele e a ela, tanto fez e tanto faz
Pode ser para pessoa, coisa ou animal
I I la ri la ri la ri ê Ôôô I la ri la ri la ri ê Ôôô I la ri la ri
la ri ê Ôôô
E o me, te, se, nos, vos? você pode usar geral
Tanto pode ser direto, e indireto é normal
I I la ri la ri la ri ê Ôôô I la ri la ri la ri ê Ôôô I la ri la ri la ri ê
Ôôô
 

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Texto literário e Texto não-literário

Olá,esta semana vamos começar a estudar a diferença entre texto literário e texto não não-literário, para isso comece lendo o texto. (É só cliclar em cima da imagem que ela vai ampliar, você pode salvar e imprimir).

Agora veja isso nos textos. Leia-os, analise-os e responda as questões:
















Bons estudos, qualquer dúvida, utilize os comentários!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Funções da Linguagem

 Olá, hoje vamos falar sobre as Funções da Linguagem. 
A linguagem nos remete à comunicação que podemos produzir através de uma mensagem. Nessa comunicação o indivíduo faz uso de certos elementos lingüísticos necessários ao entendimento.
Para que haja compreensão mútua a pessoa que fala ou emite uma informação deve usar um código (que não é necessariamente a língua) para se expressar a pessoa que ouve ou recebe a mensagem.
A língua é o código mais utilizado para estabelecer a comunicação, já que é o acordo social da linguagem feita por uma determinada sociedade. Já a fala é individual: é o uso da língua na particularidade de cada pessoa. A linguagem pode ter várias finalidades: de informar, de persuadir, de emocionar, dentre outras, portanto a função da linguagem dependerá do objetivo da comunicação, mas para entender melhor esse assunto é necessário conhecer os elementos da comunicação. Então, no ato da comunicação entram em ação os seguintes elementos:
a) Emissor: é aquele que envia a mensagem (pode ser uma única pessoa ou um grupo de pessoas).
b) Mensagem - é o contéudo (assunto) das informações que ora são transmitidas.
c) Receptor: é aquele a quem a mensagem é endereçada (um indivíduo ou um grupo), também conhecido como destinatário.
d) Canal de comunicação: é o meio pelo qual a mensagem é transmitida.
e) Código: é o conjunto de signos e de regras de combinação desses signos utilizado para elaborar a mensagem: o emissor codifica aquilo que o receptor irá decodificar, como por exemplo, a língua oral ou escrita, a linguagem não-verbal (gestos, pintura, morse, libra)
f) Referente: assunto que está sendo tratado na mensagem.

Partindo desses seis elementos Roman Jakobson, linguista russo, elaborou estudos acerca das funções da linguagem, os quais são muito úteis para a análise e produção de textos. As seis funções são: expressiva, apelativa, referencial, fática, metalinguística e poética.
Veja abaixo uma apostila sobre este conteúdo. Se você quiser, pode fazer o download e imprimir:
Funções da Linguagem para o vestibular



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