sábado, 12 de dezembro de 2009

Navegar em hipertexto

Navegar na Internet é uma experiência parecida quando estamos em lugar desconhecido, quando estamos à procura de um endereço, mas não sabemos ao certo onde ele fica. Então, vamos andando, andando e, cada esquina, encontramos coisas diferentes, às vezes, até nos assustamos e voltamos; outras vezes, paramos para admirar, para pedir informações.
Assim, também é a experiência de navegar pelos hipertextos, são muitos os caminhos, as direções, a cada clique uma nova surpresa, às vezes também nos assustamos com o que vemos, com o que lemos; voltamos rápido para outra direção; outras vezes, pela curiosidade, seguimos em frente e vamos descobrindo mais e mais coisas interessantes ou não.
Navegando pela Internet, também corremos o risco de nos perder pelos caminhos, de perder a direção e, muitas vezes até de nos esquecer aquilo que estávamos procurando, ou seja, de perder o foco.
Assim é navegar na internet...

Navegação à deriva


Quem navega à deriva
sabe que há vida além dos mares nos mapas
além das bússolas, astrolábios, diários de bordo
além das lendas dos monstros marinhos, dos mitos
quem navega à deriva
acredita que há nos mares miragens, portos
inesperados, ilhas flutuantes, botes e salva-vidas
água potável, aves voando sobre terra, vertigem
quem navega à deriva
aprende que há mares dentro do mar à vista
profundidade secreta, origem do mundo, poesia
escrita cifrada à espera de quem lhe dê sentido
quem navega à deriva
se perde da costa, do farol na torre, dos olhares
atentos, dos radares, das cartas de navegação
imigra para mares de imprevista dicção.

Marcus Vinicius


Volta

Experiências desenvolvidas com projetos

Pesquisando na Internet, encontrei o projeto do professor Jailson Silva, da Escola Estadual Prof. Walfredo Arantes Caldas, na Vila Penteado, na zona norte da capital de S.Paulo. O projeto “Lições de cidadania e direitos humanos: escola sem bullying” trata mais especificamente do problema de bullying na escola e esta todo descrito no blog http://projetoescolasembullying.zip.net/, criado para divulgar as aitividades do projeto.
O projeto surgiu a partir da observação dos professores sobre o comportamento dos alunos no ambiente escolar, como por exemplo, apelidos, agressões moral, física e verbal, além de brincadeirinhas de mau gosto. A partir desta constatação, viram a necessidade e a urgência de criar um projeto que viesse reduzir esses problemas na escola.
Os responsáveis pelo projeto são os professores Jailson Silva (prof. De Matemática) e Simone Marques Martins (profa. De Língua Inglesa), mas eles contaram também com a colaboração dos professores de Filosofia, de Geografia e com o apoio da equipe gestora da escola, criando desde modo um projeto interdisciplinar.
O projeto depois de elaborado pelos professores foi enviado à CENP para análise e apreciação e depois de algumas semanas receberam um parecer positivo dos técnicos e especialistas do órgão. Foi aprovado e recebeu verba para custeá-lo e logo começaram a colocá-lo em prática.
O projeto foi direcionado a toda a comunidade escolar, mas teve a participação ativa e efetiva dos alunos do 1º ano do Ensino Médio, que para envolver essa comunidade usaram de várias estratégias, como a apresentação de seminários sobre os temas racismo, pluralidade cultura, orientação sexual, entre outros, que suscitaram reflexões e debates acalorados; até a criação e interação em comunidade virtual no site orkut para trocas de experiências e depoimentos relacionados às práticas de bullying; a montagem de mural para expor as pesquisas e descobertas com o intuito de sensibilizar todo o alunado e a comunidade escolar em relação aos temas estudados.
“Cada professor buscou em sua disciplina um gancho para trabalhar o tema. Assim, a professora de Inglês e Português criou cartazes de campanha contra o bullying e apresentou jornais, revistas e livros que tratavam do assunto. Em História, foi trabalhada a questão do negro e do racismo no Brasil, que também é um dos motivos do fenômeno. Já a Geografia estudou os fatores políticos e econômicos que traçam os caminhos da desigualdade no Brasil” (site Sintonia – um outro mundo é possível).
Para colocar em prática todas essas atividades alunos e professores utilizaram no projeto vários recursos tecnológicos e midiáticos, como: jornais, revistas, livros, Internet, vídeo, TV, DVD, filme, datashow, filmadora, microfone, retroprojetor e câmera digital.
O projeto teve a duração de vinte semanas, durante o ano letivo de 2006 e teve ampla divulgação na imprensa: revista, jornal Diário Oficial Estado de S. Paulo, Portal do governo Estado de S. Paulo, Portal do Servidor Público, entrevista na TV (SBT) e vários outros sites.
Para culminância do projeto, foi gravado um DVD com depoimentos de alguns alunos sobre as práticas de bullying, sobre o projeto realizado na escola, sobre SUS inquietações diante do tema e seus planos para o futuro.
Portanto, o projeto teve resultados bastante positivos, pois os alunos entenderem o fenômeno do bullying e foram motivados e incentivados a terem atitudes pró-ativas para mudar a situação das vítimas e dos agressores. Outro fator positivo no projeto foi a inclusão digital dos alunos e os planos para o futuro de levar adiante o projeto com outras ações para toda a escola, envolvendo mais professores e mais alunos.


Fichamento de uma aula do Portal do professor

Programa: Produção de texto dissertativo/argumentativo a partir de texto poético: Bicho homem

Autora: Rita de Cássia Delconte Ferreira

Modalidade: Ensino Médio

Áreas do conhecimento: Língua Portuguesa
Tema: Gêneros discursivos

Conteúdos relacionados à aula: Leitura, interpretação e compreensão de texto, produção de texto

Tempo previsto: 06 aulas

Mídia utilizada: mídia impressa, vídeo “Ilha das flores”; Internet

Descrição da aula:
· Leitura individual e silenciosa, feita pelos alunos, do poema “O Bicho”, de Manuel Bandeira;
· Leitura em voz alta pela professora;
· Exibição do vídeo “Ilhas das Flores”;
· Promoção de debate acerca do poema e do vídeo apresentado;
· Escrita de uma lista de palavras que tenham relação com o tema “pobreza”;
· Troca das listas de palavras com os colegas para que os mesmos dêem significado a essas palavras;
· Consulta ao dicionário;
· Pesquisa na Internet sobre as características de uma boa redação;
· Criação, individual, de um check list, ou seja, uma espécie de guia para a realização de uma redação;
· Criação coletiva do check list para a realização da redação. Cada aluno indicará um item, justificando sua importância;
· Produção de uma redação;
· Avaliação

Análise da aula:
Gostei muito da sugestão de aula da professora Rita, principalmente, porque ela procurou utilizar recursos que chamam muito a atenção dos alunos, como o vídeo e a Internet.
Ela foi muito feliz ao escolher esse poema belíssimo do Manuel Bandeira “O bicho”, que já pude perceber, ao trabalhar esse texto em sala de aula, provoca um impacto muito grande nos alunos num primeiro contato. Acredito que esse impacto é de grande valia, pois provoca reflexão no aluno, levando-o a posicionar-se criticamente em relação a esse problema social, que é a fome, tão perto de nós, mas ao mesmo, tempo parece ser tão distante pela falta de conscientização das pessoas e da sociedade em geral.
A interação entre o poema e o vídeo foi uma estratégia excelente, pois foram dois portadores diferentes abordando um mesmo tema, com certeza isso possibilita um maior interesse dos alunos e, além, de ser prazeroso, dá suporte para que ele possa realizar sua produção.
Um outro aspecto que me chamou a atenção nessa atividade foi que a professora, mesmo sendo de Língua Portuguesa, atentou para a interdisciplinariedade; trabalhou a pesquisa, a leitura, a compreensão, a interpretação, a oralidade e a produção textual.
Só faltou direcionar melhor a produção de texto na sugestão, pois o comando ficou muito vago “produzir uma redação”. O aluno precisa que a proposta da redação seja mais consistente para que ele não se equivoque e produza outros gêneros discursivos, que não é aquele que a professora está pensando. Da maneira como está qualquer gênero que ele produza estará certo e terá que ser aceito.

Educação e tecnologia

“[...] É necessário repensar a escola e a educação no sentido mais amplo. A escola deve ser menos lecionadora e mais organizadora de conhecimento, articuladora dos diversos espaços do conhecimento.” (Dowbor, L., 2001)

Realmente, Dowbor tem plena razão, mas o que se vê, ainda ainda hoje, em pleno século XXI, com essa tecnologia, são professores apenas repassando conteúdos de uma forma mecânica e tradicional para alunos, quando não indiferentes ao que o professor fala, são absurdamente passivos. A escola tem que ser um lugar de construção de conhecimentos em todas as áreas, mas não vai ser repassando conteúdos de forma tradicional que isso vai acontecer.
Não se pode mais pensar a educação desta forma, o mundo "lá fora" é totalmente diferente e o aluno precisa realmente aprender a aprender, ou seja, aprender a estudar, enfim, precisa saber se "virar", mas isso só vai acontecer se a escola como um todo mudar sua postura e os professores mudarem sua metodologia.

Segundo Moran, "é importante educar para a autonomia, para que cada aluno encontre o seu próprio ritmo de aprendizagem e, ao mesmo tempo, é importante educar para a cooperação, para aprender em grupo, para intercambiar idéias, participar de projetos, realizar pesquisas em conjuntos."
Acredito que a educação aliada à tecnologia pode mudar esse quadro, principalmente, o uso do computador e da internet, pois o aluno está inserido num mundo quase que totalmente digital e a escola não pode ficar ficar fora desse mundo. No caso da internet, se os alunos forem bem orientados para utilizá-la de maneira segura e responsável pode ser uma grande aliada do professor, pois será uma fonte de motivação para o aluno, pela novidade e pelas possibilidades inesgotáveis de pesquisa e interação que oferece.
Não basta a tecnologia na escola, o professor e todo corpo técnico precisa saber utilizá-la de forma criativa na educação. Não basta a boa vontade do professor em aprender e querer aplicá-la com seus alunos, o sistema tem que fazer a sua parte dando suporte para esse professor e deixando de ser burocrático, lento e, muitas vezes, omisso.
Moran diz que ensinar com as novas mídias será uma revolução, se mudarmos simultaneamente os paradgmas convencionais de ensino que mantêm distantes professores e alunos. Caso contrário, conseguiremos apenas dar um verniz de modernidade, sem mexer no essencial, e isso vale para todos os segmentos da educação, não apenas para os professores.

O papel do professor diante das novas mídias

O que mais me chama a atenção sobre o papel do professor no processo de ensino-aprendizagem é o fato de que ele deveria ser o desafiador e articulador dos conhecimentos dentro da sala de aula, mas, infelizmente, o que se vê na maioria das escola brasileiras são meros professores “ensinadores”, ou seja, apenas cumprem o papel de transmissores de conhecimentos para alunos passivos, quando não indisciplinados e inquietos. Essa atitude dos alunos mostra claramente a sua indiferença para a aula daquele professor e que não está havendo uma aprendizagem significativa.
Pesquisando na internet, encontrei um artigo muito interessante de autoria de Júlio César Furtado dos Santos, onde ele diz “Num contexto de mundo inacabado e em constante mudança, nós não temos nenhuma aula a "dar", mas sim, a construir, junto com o aluno. O aluno precisa ser o personagem principal dessa novela chamada aprendizagem. Já não tem mais sentido continuarmos a escrever, dirigir e atuar nessa novela unilateral, na qual o personagem principal fica sentado no sofá, estático e passivo, assistindo, na maioria das vezes, a cenas que ele não entende.”


Essa citação nos remete ao que acontece, hoje, nas salas de aulas, em que o professor à frente dos alunos explana sobre um assunto para uma classe que ouve e copia sem questionar nada. Quando assisto a uma cena desta, acredito muito naquela máxima que diz “o professor faz de conta que dar aulas e o aluno faz de cona que aprende”.


Mas, esse não é mais o papel do professor! Segundo Ausubel (1988), é imprescindível para que haja uma aprendizagem significativa que os alunos se predisponham a aprender significativamente, caso contrário, não haverá aprendizagem, pois os alunos têm que querer, têm que estar motivados para tal, por isso volto a falar que o professor articulador /mediador e desafiador dos conhecimentos propicia aos alunos o desenvolvimento de suas potencialidades, ou seja, de sua capacidade de ler e interpretar o mundo, pois essa característica do professor enfatiza a autonomia do aluno para a busca constante de novas aprendizagens.


O papel do professor é questionar, desafiar, é gerar motivação, conhecimento, dúvidas, criar necessidades, curiosidades e não apresentar respostas prontas. Esse é o nosso papel na promoção de uma aprendizagem significativa: o de desafiar o aluno, até mesmo, o de desequilibrar as redes neurais do aluno, ou seja, gerar conflitos cognitivos no aluno.


Só assim conseguiremos tirar nossos alunos do “mundinho” deles e atiçar sua curiosidade; provocá-los a empreender uma busca pessoal e assim construir seus próprios conhecimentos tendo o professor como seu incentivador e mediador.


Assim estaremos cumprindo o nosso papel: não o de ensinar, mas o de causar “sede” e aprender.

Refletindo sobre a identidade do professor e sobre a própria aprendizagem

Acredito que a educação ainda é a porta para nos tornamos pessoas bem-sucedidas na vida, por isso me preocupo muito quando percebo que a maioria dos jovens estudantes que conheço não têm motivação para estudar, não têm um sonho, ou seja, não têm uma perspectiva de vida. Quantas e quantas vezes, ainda no ponto de ônibus, fico me perguntando “Meu Deus, o que faço para esses meninos se motivarem?”, muitas vezes, passo horas pensando em que estratégias e/ou recursos vou utilizar para chamar atenção de meus alunos para determinado projeto, às vezes consigo alguma coisa, outras vezes não e por aí vai...., mas confesso, é muito difícil.
É como diz Nóvoa em sua entrevista “É difícil dizer se ser professor, na atualidade, é mais complexo do que foi no passado, porque a profissão docente sempre foi de grande complexidade”. É muito difícil para o professor motivar um aluno que já vem para a escola totalmente desmotivado, com problemas familiares e sociais e, muitas vezes, com outras intenções, menos a de estudar e o professor ter que dar conta da aprendizagem desse aluno.


Procuro sempre estar atualizada, principalmente no que diz respeito a minha área de atuação (alfabetização, língua portuguesa e informática educacional), pois acredito que ninguém sabe tudo, ninguém é dono da verdade, estamos sempre, a todo momento aprendendo com tudo e com todos.


Num momento penso que sei, em outro percebo que não era nada daquilo que pensava. Num posso concordar com algo, em outro posso discordar e, assim, vamos aprendendo e construindo nossos saberes. Todos os profissionais precisam sempre estar atualizados, mas o professor é um eterno estudante, se ele parar de ler, de estudar, está acabado, vai ficar para trás, pois os alunos percebem quando o professor está desatualizado.


Mas como ser um bom professor, se muitas vezes, ele não tem tempo nem para preparar suas aulas, pois trabalha três turnos, corre de uma escola para outra, elabora e corrige exercícios e provas, lança nota no diário, ah, tem que estudar! É uma verdadeira correria, vinte e quatro horas é pouco fazer tudo que tem que fazer. E aí, o que fazer?


É por isso que toda essa cobrança em cima do professor me angustia muito, é como se o professor fosse responsável por todas as mazelas da educação. Se o aluno não aprende, a culpa é do professor, se tira nota baixa, a culpa é do professor, se não quer assistir às aulas, se não se envolve nos projetos da escola, é o professor que não sabe motivar os alunos, se são indisciplinados, a culpa também é do professor.


É muito triste ver a profissão de professor tão desvalorizada e tão desrespeitada pela sociedade em geral e, mais triste ainda, é um aluno insultando e agredindo fisicamente um professor, como estamos vendo na mídia ultimamente.


Mas, o que me angustia mais é que o sistema e a sociedade cobra do professor, mas não valoriza esse professor, não dá suporte para que ele se qualifique e prospere, pois também esse direito, por que não? Mas tudo que é para educação é muito burocrático ... é muiiiito lento...


Mas mesmo com essas mazelas tento ser uma professora responsável tanto com a aprendizagem dos alunos como da minha própria, pois me cobro muito, fico muito angustiada quando vejo que não estou conseguindo motivar os alunos para produzir seus conhecimentos, ou seja, para aprenderem.


Acredito que a cada dia é um novo desafio, pois despertar a curiosidades nos alunos é um verdadeiro desafio para o professor. Procuro sempre interagir com alunos ouvindo suas opiniões, questioná-los quando percebo que estão equivocados e, assim, nós vamos aprendendo juntos. Sempre me avalio depois de uma aula, procuro verificar se as estratégias e os recursos foram válidos ou não para a aprendizagem dos alunos.


Sempre que posso procuro inovar minhas aulas, mas nem sempre consigo. Os caminhos são muitos. Tento mostrar os caminhos que podem valer a pena seguir, mas a escolha é pessoal é de cada um.


Pena que muitos seguem por caminhos que não levam a uma construção positiva.

Quem sou eu como professora aprendiz

Olá, meu nome é Silene Faro. Sou licenciada em Letras e pós-graduada em Língua Portuguesa, pela Ufpa e Informática Educativa, pela Ufrg.
Trabalhei muitos no Ensino Médio ministrando aula de Língua Portuguesa e Literatura em escolas estaduais, mas nunca deixei de trabalhar com crianças em turmas de alfabetização (1º ciclo: 1º, 2º e 3º ano) e educação infantil pela prefeitura de Belém. È uma das coisas que mais gosto de fazer – trabalhar com crianças.
Atualmente, estou trabalhando na sala de informática da escola Edmundo Queiroz, está sendo um grande desafio pra mim, visto que tem exigido bastante estudo e pesquisa nesta área, para que eu possa fazer, pelo menos, um trabalho razoável neste ambiente, não sei se consigo, mas eu tento.
Como professora procuro sempre estar a par do que está acontecendo no mundo e, principalmente, quando diz respeito a minha área de atuação ( Língua, Literatura, alfabetização e Informática Educativa).
É como diz aquele velho ditado "o professor é um eterno aprendiz" e, é assim que eu me sinto como professora. Sempre procuro pesquisar e aprender, pois ninguém nunca sabe de tudo, sempre vai haver algo a aprender e, mesmo que algo pareça difícil, se tivermos realmente desejo de aprender, aprenderemos.
Mas para isso é preciso que realmente sejamos aprendizes, pois os aprendizes são curiosos. Se somos curiosos, somos motivados; se somos motivados, somos levados à construção do conhecimento. É a curiosidade que leva à aprendizagem significativa.
Espero que este curso desperte a curiosidade e a motivação de todos os colegas e que possamos construir juntos novos conhecimentos.