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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Línguagem formal X Linguagem informal

Como é a primeira postagem que estou fazendo sobre este tema aqui no blog, gostaria de compartilhar e interagir com vocês um assunto bastante cobrado no Ensino Médio e nos vestibulares de todo o Brasil, que é sobre o uso da formalidade e da informalidade da Língua Portuguesa.
Já sabemos que em Português, temos vários níveis de linguagem, várias formas de dizer a mesma mensagem, uma vez que não falamos sempre do mesmo jeito. Para nos comunicarmos melhor e adequadamente, temos de levar em consideração alguns elementos que garantem a eficiência de nossa mensagem.
Exemplificando: se você conversa com um colega, um amigo, você fala de um modo. Usa uma linguagem. Se esse mesmo assunto for falado com uma autoridade, seu jeito de se comunicar será diferente. E mais, se esse mesmo conteúdo for dirigido a uma criança pequena, também você terá de mudar sua forma de comunicação.
Essas diferenças de situação envolvendo o tema, a forma de comunicação e os interlocutores são chamadas de registro e elas determinam diferentes níveis de linguagem: mais formal, menos formal; mais distante, menos distante. Observe o vídeo a seguir para você entender melhor o que estou falando:

Viu? Nós escolhemos níveis de linguagem diferentes conforme as situações de comunicação em que nos encontramos. Assim é que não usaremos em uma carta para a namorada, por exemplo, o mesmo tipo de linguagem que utilizamos para redigir um requerimento à diretoria da escola.
É importante estarmos conscientes da necessidade de adequação da linguagem às situações de interação e, especificamente, da importância da utilização de uma linguagem formal nos textos acadêmicos.
Não há dúvidas de que possuímos um conhecimento intuitivo a esse respeito, mas, muitas vezes, nos esquecemos dele e acabamos por produzir textos recheados de marcas de oralidade, o que pode prejudicar a avaliação de nossos trabalhos.
Por isso, é muito importante que compreendamos o que se entende por registro, para podermos identificá-lo em situações concretas e fazer uso dele, adequando nossa linguagem às situações, principalmente na vida acadêmica.
Precisamos levar em conta:
 O leitor a quem nossos textos de dirigem, ou seja, nosso interlocutor na interação verbal;
 o assunto sobre o qual versa o texto;
 e o papel desempenhado pela língua.
Essa distinção permite diferenciar linguagem informal de linguagem formal.
Portanto, você teve de usar níveis de linguagem diferenciados para cada destinatário de sua mensagem. Para efeitos didáticos, vamos considerar apenas dois níveis de linguagem, embora existam outros:
• o informal ou coloquial, usado mais comumente em conversas entre amigos, conhecidos mais íntimos;
• o formal ou culto, usado em situações de maior cerimônia, quando devem ser observadas as normas gramaticais.
Vejamos algumas diferenças entre essas formas de linguagem:
Devemos ficar atentos para não utilizar, na redação de nossos textos na escola e, futuramente, na universidade ou na empresa, elementos próprios da linguagem informal e, portanto, inadequados à linguagem acadêmica ou empresarial.

Agora, um desafio: Atente para a seguinte situação: 

Casamento de classe média.

Noivos: Suzana e Nestor.
Espaço: igreja repleta de convidados.
Cena: Encaminhamento normal da cerimônia até a hora do “sim”. Nestor diz sim. Todavia, quando chega a vez de Suzana, esta se levanta, encara as pessoas e diz: “Gente, eu pensei e não vai dar. Não quero me casar.”
Pânico geral. Burburinhos, gestos descontrolados. Os convidados se agitam. A mãe do noivo desmaia...

  • Considerando o nível de linguagem, escreva o comentário que provavelmente elas fizeram.
• padre
• amiga fofoqueira
• jornalista - feminista radical
• casal de namorados adolescentes
• avô de Nestor - de moral intransigente
• Marli, sobrinha de Suzana - 10 anos
• Marcos, padrinho do noivo - político
• Dr. Pimentel, padrinho da noiva - advogado

6 comentários:

Hadylla disse...

Olá, muito boa noite! Estou adorando seu blog Silene, ótima explicação,se possivel, publique algo sobre relações lógico-discursivas (causalidade, temporalidade, conclusão, oposição, finalidade,
condição, vai ajudar de uma forma imensa porque ainda, na rede, não tem nada sobre o determinado assunto, Beijos Intensos e que a paz de Deus esteja contigo continuamente. Até mais!


Prazer Hadylla J.Nascimento.

gabriel disse...

Este site é muito bom,gostei muito

jailson disse...

Olá,boa tarde!estou muito feliz por ter tirado minhas duvidas,obrigado Silene,seu blog é ótimo.
Beijos e fica com Deus.

Suellem disse...

muito bom...

Anônimo disse...

Gostei muito da sua explicação ,pois fazia algum tempo que eu não trabalhava com Língua Portuguesa e estava com muitas dúvidas, me ajudou muito...obrigada

Anônimo disse...

Obrigada, me ajudou bastante! :)

"Educar é tornar o homem consciente de si mesmo, de seus deveres e direitos, de sua responsabilidade para com sua espécie. Educar é tornar o homem capaz de pensar em si e nos seus relacionamentos com os outros de modo a perceber que é impossível que ele se nutra autonomamente." (EMERENCIANO, 1996:140)