segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Canção para Belém III

Minha terra tem mangueiras
Tem cultura e tradição
De sua história e evolução
Digo com sinceridade
Que sinto admiração.


Minha terra, és linda de emocionar,
Com tuas flores e matas,
Metrópole da Amazônia,
Deixa as pessoas encantadas.


Pensando nas maravilhas,
Das coisas belas daqui,
É, com certeza, a terra do rico açaí.
És a beleza morena,
Do pato no tucupi.


 Nosso céu é mais iluminado,
Nossas florestas têm mais vidas
Aqui é um bom lugar,
Nos dá paz e alegria.
(Fábio Monteiro e Miliane Karoline)


Canção Nostálgica


Minha terra tem lindas mangueiras,
Onde o  verde cheira o ar;
Os rios que aqui correm,
Refletem o sol a raiar.


Água há em abundância,
Da terra sobe e desce em gotas,
Caindo em forma de esperança,
Sobre um povo que canta, ri e dança.


Destaque da Amazônia,
Senhora das atenções,
Desde áureos tempos da borracha,
Atraindo imigrações.


Já não há tantas mangueiras,
E o verde cheirava o ar;
Os rios já não tão limpos,
O lixo urbano a se espalhar.


Não permita Deus, tamanha desolação,
Destaque no crime, clamor da população;
Adeus Tupinambás, adeus!
Contudo, água há em abundância,
da terra sobe e desce em gotas
Caindo em forma de esperança
Sobre um povo que chora, ri e dança.
                                        (Rilery Pereira)




Minha terra tinha mangueiras
E ararajubas não cantam mais
As aves daqui já não cantam,
Com medo da extinção.
Os animais todos querem engaiolá-los,
O medo é muito grande,
Que ninguém vive em paz.


Nossas ruas têm menos policiamento,
Pros ladrões aproveitarem,
Todo dia tem assalto,
Isso não pode faltar!


Não reivindicamos nossos direitos,
Pois com cestas básicas vêm nos comprar.
O povo alienado, de cabeça baixa vai ficar,
Nos meses da eleição, todo mundo quer se contentar
Com mixaria no bolso,
Três meses depois todos só sabem reclamar.


Não permita Deus que eu morra,
Infeccionado com a água que tem cá,
Vivendo nessa situação não posso ficar.
Deus me ajude, porque os políticos
Só na barriga querem pensar,
Os outros que se preocupem
Na sua situação desembaraçar.
(Ádalla Laís de Mello e Carlos Henrique)


Meu querido Pará


Minha terra tem o perfume das mangueiras
Vestidinhas de folhagens
Onde a chuva é passageira
Com belas paisagens.


Nossas ilhas têm mais verdes
Para os animais se abrigarem
E as frutas são melhores
Como o açaí, cupuaçu e o taperebá.


Minha tem o Ver-o-Peso
Onde de tudo podemos encontrar
Na Estação das Docas ver o mar
E no Forte do Presépio ver o sol raiar.


Aqui se toma chibé
E açaí com charque
Sorvete de tapioca
Coisa melhor não há.


Terra de mil maravilhas
Com lendas de assustar
Com gente bonita por todo canto
Claro, estou falando meu querido Pará.
(Elaine de Sousa)




Cidade das mangueiras


Minha cidade tem mangueiras
Onde canta o bem-te-vi
Além do curió
Uns e outros vivem aqui
Tudo nosso é mais bonito
temos que admitir.


Nosso céu tem mais estrelas,
Nosso povo mais amor,
Aqui, amo passear no famoso pô-pô-pô,
O brega que aqui toca, o Brasil já conquistou.


No mercado Ver-o-Peso
Tudo posso encontrar
O caruru, a maniçoba,
O açaí e o vatapá,
Além de tudo isso
A castanha do Pará.


Em Belém temos cultura, costumes e tradição
Nos reunimos lá na Doca para assistir  à apresentação
Do povo que vem dançar  o carimbo e o siriá
Enquanto isso saboreamos o delicioso tacacá.


São tantas as belezas que aqui posso encontrar
Por isso amo tanto este belo lugar
Que 400 anos logo vai completar
Vamos todos parabenizar e juntos proclamar
"Parabéns, Belém do Pará!"
(Wilcles de Souza e Raiani da Silva)

Canção para Belém II

Minha rica Belém


Minha cidade tem mangueiras,
Onde canta o sabiá,
Fundada em 12 de janeiro
Belém é um município brasileiro.

Nosso clima é muito quente,
Em que a chuva e o sol se encontram,
Nessa terra de mangueiras
Que eu adoro morar.


Minha terra tem o açaí
O cupuaçu e o bacuri,
Nossos frutos são muito ricos
Que não conseguimos comprar.


Ai cidade das mangueiras,
Não tem como não amar,
Sou de Belém do Pará
E tenho orgulho de falar.
(Rayssa Queiroz e Luciana Cristina)


Saudade de Belém


Minha terra tem mangueiras
Onde cantam o curió e o sabiá
As aves da minha terra,
Têm um canto que encanta
Toda Belém do Pará.


Nossos rios são fartos de peixes,
Nossas frutas são mais gostosas,
Mas, aqui nem posso tomar açaí
Porque custa muito caro e não posso comprar.


Aí que saudade de minha terra,
Lá, o povo é mais alegre,
O povo tem mais fé,
Todo ano tem o Círio de Nazaré.


Aí, meu Deus, permita que eu
Volte para lá, só de pensar
Em deitar na minha rede depois
De tomar açaí e comer Mapará,
Me dá uma saudade,
De Belém do Pará.
(Roberta Paiva)


Minha terra tem açaí,
Onde canta o bem-te-vi,
Eles gostam de cantar,
Principalmente no Pará.


Nossa terra tem florestas,
Nossas cidades têm mais flores,
Nossos rios tem mais vida,
E as comidas mais sabores.


Em ficar sozinho à noite,
Mais prazer encontro aqui,
Minha terra tem açaí
Onde canta o bem-te-vi.


Minha terra tem espécies
Que não existem em outro lugar,
Em ficar sozinho á noite,
Mais prazer encontro aqui,
Minha terra tem açaí
Onde canta o bem-te-vi.


Daqui não saio por nada,
Pois aqui é o meu lugar.
Quero desfrutar as delícias
Que não encontro em outro lugar,
Aqui tem muito açaí
Que alegram os bem-te-vi.
            (Carlos Miguel Mendes)


Minha terra tem mangueiras,
Onde canta o curió,
As aves que existem aqui,
Não existem em outro lugar.


Nossos rios têm muitas vidas
Nossas florestas muitas flores,
Nossas comidas são únicas
De variados sabores.


Ao pescar sozinho à noite,
Muitos peixes pego lá.
Minha terra tem mangueiras
Onde canta o curió.


Minha terra tem delícias
Que não tem em outro lugar
Ao pescar sozinho à noite
Muitos peixes pego lá
Minha terra tem mangueiras
Onde canta o curió.


Daqui não quero sair
Pois aqui é o meu lugar,
Quero desfrutar as comidas,
Que não encontro em outro lugar,
Aqui ainda existem várias mangueiras
Onde canta o curió.
(Alan Victor Lima)


Minha tem mangueiras
Onde canta o sabiá,
As músicas que aqui tocam
Não tocam em outro lugar.


Nossas músicas têm mais ritmos,
Nossa comida tem mais sabores,
Nossos bosques têm mais vida
Nossa vida mais amores.

Minha terra tem mais times
Que tais não encontro em outro lugar,
E jogo com raça e amor,
No clássico do Re-Pa,
Minha terra tem mangueiras
Onde canta o sabiá.


Não Permita Deus que eu morra
Sem que eu volte para lá,
Sem que eu desfrute dos sabores
Do açaí e do tacacá,
Sem que ainda aviste  as mangueiras
Onde canta o sabiá.
(Adelmo Lima e Lucas Andrade)


Canção para cidade de Belém

A cidade de Belém

Minha cidade de Belém
Que tem a sua cultura
As pessoas que a visitam
Não querem mais sair de lá.

O Museu tem sua história
As frutas têm sua gostosura
Os rios sua beleza
E a gastronomia a melhor do mundo.

Belém, capital das mangueiras,
mais prazer eu tenho lá
Minha cidade de Belém
Tem a melhor cultura.

Minha terra tem riquezas
Que não encontro em outro lugar
Belém, capital das mangueiras,
Mais prazer eu tenho lá
Minha cidade de Belém
Tem a melhor cultura.

Não permita Deus que eu me esqueça
Desse lugar tão bonito como lá
Sem que eu desfrute da gastronomia
Que não encontro em outro lugar
Sem aviste as mangueiras
Mais belas desse lugar.
                  (Érika Santana)

No Pará se encontra
Em Belém há que tem
As mangueiras carregadas
Bate o vento vai-e-vem.

Minha cidade é Belém
Encanta todos que aqui vem
O açaí, tacacá, vatapá
Quem saboreia sempre quer voltar.

Grande baía do Guajará
Encanta todos que passam por lá
Pela manhã o sol a raiar
Tão belo quanto o mar.
                         (Adriana Costa)

Os encantos de Belém

Minha terra tem mangueiras
Onde voam os passarinhos
Os pássaros são muitos
Que vivem em seus ninhos.

Nossos rios têm mais barcos
Nossas árvores tem mais frutas
Nossas frutas mais sabores
Nossa casa mais amores.

Tem vários tipos de comida
Tacacá, vatapá e batata cozida
Há como é bom viver aqui.

Vou visitar o Ver-o- Peso
Lá tem açaí com farinha
A maior feira da América Latina

Com muitas paisagens deslumbrantes
Que encantam todos os visitantes.
       (Alexandre da Silva de Jesus)

Minha cidade

Minha cidade tem mangueiras
Onde canta o sabiá;
Os botos que aqui nadam,
Não tem em outro lugar.

Nosso céu tem mais aves,
Nossas ruas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Minha terra tem chuvinha à tarde,
A qual eu não encontro cá;
Minha tem mangueiras,
Onde canta o sabiá.

Que Deus não me deixe morrer
Sem que eu volte para lá
Sem desfrutar da chuvinha à tarde
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as mangueiras,
Onde canta o sabiá.
        (Amanda Belchior)

Grande Belém do Pará

Minha cidade tem mangueiras,
Onde canta o bem-te-vi,
Sua penugem amarelada
Representa a riqueza que temos aqui.

Grade Belém do Pará,
400 anos a completar,
Cidade de gente guerreira
Que está cedo a madrugar.

Cidade amada, com os melhores
Pontos turísticos do Pará,
Forte do Castelo, conhecido
Como o mais popular,
Criado para a defesa de nossa Amazônia.

E o grande Ver-o-Peso,
Muitas variedades encontramos por lá,
Uma delas é o jambu,
Ingrediente de nosso delicioso tacacá.

Minha cidade tem mangueiras,
Onde canta o bem-te-vi,
canto maravilhoso que
Só ouvimos por aqui.
         (Rayane da Silva)

terça-feira, 23 de maio de 2017

Figuras de Linguagem IV

Figuras de palavras: São aquelas que resultam do emprego de uma palavra em um contexto que altera sua significação habitual, desvia do sentido normal e adquire um novo.

1. Comparação: Ocorre COMPARAÇÃO quando se estabelece aproximação entre dois elementos que se identificam, ligados por conectivos comparativos explícitos: assim como, tal, como, tal qual, tal como, qual, que nem - alguns verbos - parecer, assemelhar-se e outros.
Ex:  “Eu faço versos como quem chora
  De desalento... de desencanto...”  
 (M. Bandeira)

Meu coração está igual a um céu cinzento.

“Amou daquela vez como se fosse máquina.
Beijou sua mulher como se fosse lógico.
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas.
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro.
E flutuou no ar como se fosse um príncipe.
E se acabou no chão feito um pacote bêbado.”  (Chico Buarque)

2. Metáfora: Comparação MENTAL OU SUBENTENDIDA (abreviada), prevalecendo a relação de semelhança. Não aparece a conjunção “como”
Ex: “Meu coração é um balde despejado.”   (Fernando Pessoa)

“O tempo é uma cadeira ao sol, e nada mais.”  (Carlos Drummond de Andrade)

Minha boca é um túmulo.

3MetonímiaÉ a substituição de uma palavra por outra, quando existe uma RELAÇÃO LÓGICA, uma proximidade de sentidos que permite essa troca. Ocorre metonímia quando empregamos::

A.  Efeito pela causa:
Ex: Sócrates tomou a morte. (por veneno)
         “E assim o operário ia
          Com suor e com cimento (Com trabalho)
          Erguendo uma casa aqui
          Adiante um apartamento.”    (Vinícius de Morais)
B. Autor pela obra:
Ex:  Gosto de ouvir Caetano Veloso.
         Ela aprecia ler Jorge Amado
         Comprei um Portinari.

C. Continente pelo conteúdo:
Ex:   Antes de sair, tomamos um cálice de licor.
       No aniversário daquela atriz foram servidos mais de vinte pratos deliciosos.
      O ginásio aplaudiu a seleção. (torcedores)

D.  Parte pelo todo:
Ex:  A choupana não suportou quatro invernos.
       Não tinha um teto onde cair morto.

 E. Singular pelo plural:
Ex: O homem, que é mortal, imortaliza-se por meio de suas conquistas.
      O brasileiro é malandro.

F. O lugar de origem ou de produção pelo produto:
Ex:  Comprei uma garrafa do legítimo porto. (O vinho da cidade do Porto.)
       Ofereceu-me um havana. (Um charuto produzido em Havana.)

G. O abstrato pelo concreto:
Ex:  Não devemos contar com o seu coração. (Sentimento, sensibilidade)
       A velhice deve ser respeitada.  (As pessoas idosas.)

H. O símbolo pela coisa simbolizada:
Ex: A coroa foi disputada pelos revolucionários. (O poder.)
      Não te afastes da cruz. (O cristianismo.)

I. A matéria pelo produto:
Ex: Lento, o bronze soa. (O sino.)
       Joguei duas pratas no chapéu do mendigo. (Moedas de prata.)

J. O instrumento pela pessoa que o utiliza:
Ex:  Ele é um bom garfo. ( Guloso, glutão)

L. A marca pelo produto:
Ex: Vá comprar bombril no mercadinho.
       Vamos tomar uma coca-cola bem gelada.

4Catacrese: ocorre quando, por falta de um termo específico para designar um conceito, torna-se outro por EMPRÉSTIMO. Entretanto, devido ao uso contínuo, não mais se percebe que ele está sendo empregado em sentido figurado. (Pé de mesa, cabeça de alho, batata da perna, etc.)
Ex: O pé da mesa estava quebrado.

26. Sinestesia: interpretação sensorial, onde há a FUSÃO DE DOIS SENTIDOS OU MAIS (olfato, visão, audição, gustação e tato).
Ex.: O sol de outono caía com uma luz pálida e macia.

Dirigiu-lhe uma palavra branca e fria como agradecimento”.

Um grito áspero revelava tudo o que sentia.

No silêncio escuro do seu quarto, aguardava os acontecimentos.

Raquel tem um olhar frio, desesperador.

Aquela criança tem um olhar tão doce

Figuras de Linguagem III

Figuras de pensamento: As figuras de pensamento são resultados de uma divergência entre o sentido literal de uma palavra e os intentos que levam alguém a utilizá-las em determinado contexto, além de exaltar uma ideia que se quer evidenciar ou diminuir.

1Antítese: Aproximação de palavras de SENTIDOS OPOSTOS.
Ex:  “Eu que sou cego – mas peço luzes...
       Que sou pequeno, - ma só fito os Andes...”
 (Castro Alves)

      “Quando um muro se separa, uma ponte se une.”

       Nada com Deus é tudo,/ Tudo sem Deus é nada.


2. Paradoxo: Consiste numa proposição aparentemente absurda, resultante da união de IDEIAS CONTRADITÓRIAS.
Ex:  Na reunião, o funcionário afirmou que o operário quanto mais trabalha mais tem dificuldades econômicas. Ex: “O mito é o nada que é o tudo”.
     
     "Amor é fogo que arde sem doer
      É um contentamento descontente
      É ferida que dói e não se sente.”

     “Não existiria som se não houvesse o silencio”

3. Apóstrofe: Figura pela qual o narrador interrompe o discurso para DIRIGIR-SE a uma pessoa ausente ou não, a um objeto inanimado ou a uma ideia abstrata:
Ex: “Ó mar, porque não apagas co’a espuma de tuas vagas, de teu manto borrão?”

      “Senhor, Deus dos desgraçados,
       dizei-me, Senhor Deus,
       se é mentira ou se é verdade
       tanto horror perante os céus.”

4. Eufemismo: SUBSTITUIÇÃO DE UMA PALAVRA OU EXPRESSÃO DESAGRADÁVEL ou áspera por outra mais amena.
Ex: Você faltou com a verdade a um homem.
      Um senhor pegou seu carro sem lhe avisar  e sem a intenção de devolver!
      Ele foi repousar no céu, junto ao Pai.
     Os homens públicos envergonham o povo.

5. Hipérbole: Afirmação EXAGERADA de uma ideia com o intuito de reforçá-la. 
  Ex: Falei trezentas vezes para você!
       “Meus olhos são pequenos para ver
        o mundo que me esvai em sujo e sangue
        outro mundo que brota...”     
 (Carlos Drummond de Andrade)

6. Ironia: utilização de um termo com SENTIDO OPOSTO ao que se quer realmente dizer.
Ex: O ministro foi sutil como uma jamanta.

     “Moça linda bem tratada,
      três séculos de família,
      burra como uma porta:
      um amor!      (Mário de Andrade)

    “A excelente dona Inácia era mestra na arte de judiar crianças”  (Monteiro Lobato)

     Quem foi o inteligente que usou o computador e apagou tudo o que estava gravado?”

     “Essa cômoda está tão limpinha que dá para escrever com o dedo.”

7. Personificação ou prosopopeia: Atribuição de ações, qualidades ou sentimentos a seres inanimados. Também a ATRIBUIÇÃO DE CARACTERÍSTICAS HUMANAS a seres animados constitui prosopopeia, como este exemplo de Mário Quintana: “O peixinho (...) silencioso e levemente melancólico....” 
Ex: “O tempo passou na janela e só Carolina não viu.”  (Chico Buarque)

        “... a Lua tal qual a dona do bordel
        pedia a cada estrela fria
       um brilho de aluguel”  
 (João Bosco & Aldir Blanc)

        “... os rios vão carregando as queixas do caminho.”  (Raul Bopp)

     “Um frio inteligente (...) percorria o jardim....”    (Clarice Lispector)

8. Perífrase - antonomásia: ocorre quando utilizamos EXPRESSÕES ESPECIAS  para falar de alguém ou de algum lugar. Utilizamos a perífrase quando se tratar de lugares ou animais e a antonomásia quando se tratar de pessoas. Na linguagem coloquial, é o mesmo que apelido, alcunha ou cognome.

Ex: O rei dos animais rugia alto diante da ameaça.

  “Cidade maravilhosa
   Cheia de encantos mil”
  
Cidade-luz = Paris.
 
O filósofo de Genebra (Calvino);

O águia de Haia (Rui Barbosa),

O Aleijadinho esculpiu (Antônio Francisco Lisboa).

“O Genovês salta os mares....” (Colombo)

Figuras de Linguagem II

Figuras de construção ou sintaxe: exploram a estrutura da frase.

1. Anáfora: Ocorre quando há REPETIÇÃO INTENCIONAL de palavras no início de um período, frase ou verso.
Ex:  “ Eu quase não saio
          Eu quase não tenho amigo
          Eu quase não consigo
          Ficar na cidade sem viver contrariado.”  (Gilberto Gil)

 “Grande no pensamento, grande na ação, grande na glória, grande no infortúnio, ele morreu desconhecido e só”.      (Rocha Lima)

Cada alma é um corredor-Universo para Deus,
Cada alma é um rio correndo por margens de Externo
Para Deus e em Deus com um sussurro noturno.  (Fernando Pessoa)

2. Pleonasmo: quando há REPETIÇÃO DE UMA MESMA IDEIA, isto é, redundância de significado.

Ex: “Ele admirava menos a tela que a pintora,
        ela menos o espetáculo que o admirador, e  eu via-os com estes olhos que a terra há de  comer.” 
(Machado de Assis) 

a) Pleonasmo literário: É o uso de palavras redundantes para reforçar uma ideia, tanto do ponto de vista semântico quanto do ponto de vista sintático. É um recurso estilístico que enriquece a expressão, dando ênfase à mensagem.
Ex: “Iam vinte anos desde aquele dia
       Quando com os olhos eu quis ver de perto
       Quanto em visão com os da saudade via.”   (Alberto de Oliveira)

“Morrerás morte vil na mão de um forte.”  (Gonçalves Dias)

“Ó mar salgado, quanto do teu sal
 São lágrimas de Portugal”  (Fernando Pessoa)

b) Pleonasmo vicioso:  É o desdobramento de idéias que lá estavam implícitas em palavras anteriormente expressas. Pleonasmos viciosos devem ser evitados, pois não têm valor de reforço de uma ideia, sendo apenas fruto do descobrimento do sentido real das palavras.
 Ex:  subir para cima / hemorragia de sangue /entrar para dentro /monopólio exclusivo /repetir de novo /ouvir com os ouvidos/ principal protagonista, etc

3. Polissíndeto: consiste na REPETIÇÃO DE CONECTIVOS ligando termos da oração ou elementos do período.
Ex: “ E sob as ondas ritmadas
          e sob as nuvens e os ventos
          e sob as pontes e sob o sarcasmo
          e sob a gosma e sob o vômito (...)”
         
        "Se era noivo, se era virgem,
          Se era alegre, se era bom,
          Não sei.
          é tarde para saber." (Carlos Drummond)

4. Assíndeto: OMISSÃO DE CONJUNÇÕES que resultam em orações justapostas, dispostas em seqüência.
Ex: “Não nos movemos, as mãos é que se estenderam pouco a pouco, todas quatro, pegando-se, apartando-se, fundindo-se.” (Machado de Assis)

        Veio à cidade, falou com o gerente, partiu.

5. Elipse: consiste na OMISSÃO DE TERMO FACILMENTE IDENTIFICÁVEL pelo contexto.
Ex: “Na sala, apenas quatro ou cinco convidados.” (omissão de havia)
        A cidade estava deserta, ninguém àquela hora na rua. (elipse do verbo estava)

     "Veio sem pinturas, em vestido leve, sandálias coloridas." (elipse do pronome ela (Ela veio) e da preposição de (de sandálias...).

6. zeugma: consiste na OMISSÃO DE UM TERMO JÁ  EXPRESSO na frase.

Ex: Ele prefere cinema; eu, teatro. (omissão de prefiro)
       Eu queria assistir novela; ele, filme. (omissão da expressão queria assistir)

7Inversão/ hipérbato: INVERSÃO DA ORDEM NATURAL DAS PALAVRAS na frase ou no período.
 Ex: “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
         De um povo heroico o brado retumbante”
                                            
“Passeiam, à tarde, as belas na Avenida.”  (Carlos Drummond de Andrade)

“Enquanto manda as ninfas amorosas grinaldas nas cabeças pôr de rosas.”    (Camões)

  Correm pelo parque as crianças da rua.

8. Anacolutoconsiste em DEIXAR UM TERMO SOLTO na frase. Normalmente, isso ocorre porque se inicia uma determinada construção sintática e depois se opta por outra.
Ex: A vida, não sei realmente se ela vale alguma coisa.
       E a menina, para não passar a noite só, era melhor que fosse dormir na casa de uns vizinhos(...)” (Rachel de Queiroz)

9. Silepse: consiste em efetuar CONCORDÂNCIA com palavras implícitas no texto, e não com as explícitas.
Ex: E todos seguimos para o baile de formatura. (seguimos não concorda com todos, como seria o normal, mas com uma palavra pressuposta (nós).

A silepse pode ser de gênero, número ou pessoa.
- Silepse de gênero: há discordância entre os gêneros gramaticais de artigos e dos substantivos; substantivos e adjetivos, etc.

Exemplo: V. Revma. Foi escolhido para celebrar o casamento.

- Silepse de número: há discordância envolvendo o número gramatical.

Exemplo: “Ninguém quer comprar. Se ainda estamos aberto é por honra da firma.” (José J. Veiga)

- Silepse de pessoa: há discordância entre o sujeito expresso e a pessoa verbal.

Exemplo: As crianças deveis obedecer mais. (Vós deveis)

Figuras de Linguagem I

Obs: Olá, vamos aprender um pouquinho sobre figuras de linguagem? Não costumo fazer a subdivisão, pois isso não é o foco principal solicitado pelos concursos. Mas, como sempre uns mais exigentes, aí vai:

As figuras de linguagem são recursos que tornam mais expressivas as mensagens. Subdividem-se em figuras de som, figuras de construção, figuras de pensamento e figuras de palavras. Observe a palavra-chave e os exemplos de cada figura para facilitar a aprendizagem. Nessa postagem, vamos conhecer as figuras de som.

Figuras de Som: são recursos muito utilizados em poemas e músicas e, por seu caráter expressivo, proporcionam ao leitor uma experiência sinestésica.

1. Onomatopeia:  Ocorre quando uma palavra ou conjunto de palavras IMITA um ruído ou  um som. São verbos onomatopaicos: cacarejar, tiquetaquear, miar, etc.

 Ex: “O silêncio fresco despenca das árvores.
         Veio de longe, das planícies altas,
         Dos cerrados onde o guaxe passe rápido...
         Vvvvvvv... passou.”

"A língua do nhem "Havia uma velhinha / Que andava aborrecida / Pois dava a sua vida / Para falar com alguém. / E estava sempre em casa / A boa velhinha, / Resmungando sozinha: / Nhem-nhem-nhem-nhem-nhem..." (Cecília Meireles)
                                                                                                 

"Corrote, correte, era como se roessem qualquer coisa dentro de mim.” 

2. Aliteração:  é  a figura de linguagem que consiste na REPETIÇÃO DE SONS CONSONANTAIS IDÊNTICOS ou semelhantes dentro do mesmo verso, estrofe, ou numa frase.

Ex: Que um fraco rei faz fraca a forte guerra."

“Olha a bolha d’água
  no galho!
  Olha o orvalho."    (Cecília Meireles)

“Vozes veladas veludosas vozes,
  Volúpia dos vilões, vozes veladas,
  Vagam nos velhos vórtices velozes
  Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.” (Cruz e Sousa)

            
3. Assonância: é a REPETIÇÃO DE SONS VOCÁLICOS semelhantes, mas não idênticas ao longo do verso.
Ex: Sou Ana, da cama da cana,fulana, bacana. Sou Ana de Amsterdam." (Chico Buarque de Holanda)

4. Paronomásia: consiste no emprego de palavras de SONS PARECIDOS, mas de significados diferentes.
Ex: Houve aquele tempo ...
      (E agora, que a chuva chora,
      ouve aquele tempo)." (Ribeiro Couto)
   
      Com tais premissas ele sem dúvida leva-nos às primícias." )Pre. Antonio Vieira)

Canção para Belém III