sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Dissertação Argumentativa


A Dissertação é um tipo de texto opinativo no qual o escritor defende um ponto de vista com o uso de argumentos. Na Dissertação argumentativa, o intuito é convencer o leitor, persuadi-lo a concordar com a ideia ou ponto de vista exposto, isso se faz através de várias maneiras de argumentação, utilizando-se de dados, estatísticas, provas, exemplos, etc.
Sendo assim, o domínio do tema é fundamental para um bom discurso. Para isso, é imprescindível que o candidato leia bastante. Deve estar atualizado com o que acontece no mundo, no seu país, no seu estado. Leia jornais, revistas, assista noticiários, busque informações. Nenhuma técnica de redação será suficiente se você não dominar o tema em pauta. Essa é a primeira dica.
O argumento
Argumentar é uma ação verbal na qual se utiliza a palavra oral ou escrita para defender uma tese, ou seja, uma opinião, uma posição, um ponto de vista particular a respeito de determinado fato.
Assim como num jogo, quem argumenta faz suas “jogadas” para se sair vencedor: entre outras coisas, afirma, nega, contesta, explica, promete, profetiza, critica, dá exemplos, ironiza. E todas essas jogadas estão a serviço da criação de um clima favorável à adesão do público às posições defendidas. A cada “lance”, o argumentador se esforça para comprovar que está indo pelo caminho certo; caso contrário, perderá credibilidade e será vencido.
Tipos de argumentos
· Argumento de autoridade: ajuda a sustentar o ponto de vista, pois lança mão da voz de um especialista, uma pessoa respeitável (líder, artista, político) ou uma instituição de pesquisa considerada autoridade no assunto em debate.
Ex: O cinema nacional conquistou nos últimos anos qualidade e faturamento nunca vistos antes. “Uma câmera na mão e uma ideia na cabeça” - a famosa frase-conceito do diretor Gláuber Rocha – virou uma fórmula eficiente para explicar os R$ 130 milhões que o cinema brasileiro faturou no ano passado. (Adaptado de Época, 14/04/2004)

· Argumento por exemplificação: pretende-se levar o leitor a admitir a tese ou a conclusão justificando-a por meio de exemplos de um fato ocorrido, mostrando que aquilo que se defende é válido.
Ex: Vejam os exemplos de muitas experiências positivas — Jundiaí (SP), Campinas (SP), São Caetano do Sul (SP), Campina Grande (PB) etc. — sistematicamente ignoradas pela grande imprensa. Tantos exemplos levam a acreditar  que existe uma tendência predominante na grande imprensa do Brasil de só noticiar fatos negativos.

·      Argumento por comparação: O argumentador pretende levar o leitor a aderir a sua tese  mostrando diferenças e semelhanças entre dois lados que pensam diferentes.
Ex: A quebra de sigilo nas provas do Enem 2009, denunciada pela imprensa, nos faz indagar quem seriam os responsáveis. O sigilo de uma prova do Enem deve pertencer ao âmbito das autoridades educacionais — e não da imprensa. Assim como a imprensa é responsável por seus próprios sigilos, as autoridades educacionais devem ser responsáveis pelo sigilo do Enem.
·      Argumento de provas concretas ou de princípio: comprova seus argumentos com  informações contestáveis: dados estatísticos, fatos históricos, acontecimentos notórios.
Ex: De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio (PNAD) de 2008, o telefone, a televisão e o computador estão entre os bens de consumo mais adquiridos pelas famílias brasileiras. Esses dados mostram que boa parte desses bens de consumo é ligada ao desejo de se comunicar. A presença desses três meios de comunicação entre os bens mais adquiridos pelos brasileiros é uma evidência desse desejo.
·      Argumentação por causa e consequência: a tese ou a conclusão é aceita justamente por ser uma causa ou uma consequência dos fatos apresentados, ou seja, um fato ocorre em decorrência de outro.
Ex: Ao se desesperar num questionamento em São Paulo, daqueles em que o automóvel não se move nem quando o sinal está verde, o indivíduo deve saber que, por trás de sua irritação crônica e cotidiana, está uma monumental ignorância histórica. São Paulo só chegou a esse caos porque um seleto grupo de dirigentes decidiu, no início do século, que não deveríamos ter metrô. Como cresce dia a dia o número de veículos, a tendência é piorar ainda mais o congestionamento – o que leva técnicos a preverem como inevitável a implantação de perigos.
Estrutura da dissertação
1. Introdução: constitui o parágrafo inicial do texto. Deve conter a informação do que será argumentado e/ou discutido no desenvolvimento, ou seja, na introdução, geralmente, é exposta a tese (ponto de vista) sobre o tema e os argumentos que serão discutidos no desenvolvimento. O Importante é que na introdução deve-se expor o problema e chamar a atenção do leitor. Não deve ser muito longa para não desmotivar a leitura. Utilize apenas um parágrafo. (em média 5 linhas)
2. Desenvolvimento: é a parte mais importante do texto. É nele que você tem a oportunidade de defender o ponto de vista (tese) colocado na introdução através argumentos, contra-argumentos, causa e consequência, estatísticas, fatos, exemplos, etc.  Cada ideia deve ser discutida em parágrafo diferente. É PROIBIDO MISTURAR IDEIAS EM MESMO PARÁGRAFO! O desenvolvimento deve conter no mínimo três parágrafos. (em média 5, 6 linhas cada)
3. Conclusão: É aqui que você irá propor a solução. Seu ponto de vista, pois, apesar de ter colocado suas ideias no desenvolvimento, é aqui que ele terá mais destaque. Pode-se fazer uma reafirmação do tema e dar-lhe um fecho, apresentando possíveis soluções para o problema apresentado. Utilize apenas um parágrafo

Esquemas de uma dissertação
PARÁGRAFOS: Numa dissertação, cada parágrafo é a representação da exposição de uma ideia. Uma boa técnica é dividir sua dissertação em 5 parágrafos, da seguinte forma:
1º – Introdução;
2º, 3º e 4º – Desenvolvimento;
5º – Conclusão.
Esquema nº 1
1º parágrafo  
TEMA + tese + argumento 1 + argumento 2 + argumento 3   
Introdução
2º  parágrafo 
3º  parágrafo 
4º  parágrafo 
Desenvolvimento  do argumento  1
Desenvolvimento  do  argumento  2
Desenvolvimento  do  argumento  3

Desenvolvimento
 5º  parágrafo
 Expressão inicial + reafirmação do tema + solução + observação final
 Conclusão









Esquema nº  2
1º parágrafo
Apresentação  do  tema,  com  rápido comentário.
Introdução
2º parágrafo
3º parágrafo
Causas,  com  explicações  e exemplos  concretos. 
Consequências,    com  explicações  e exemplos  concretos.
Desenvolvimento
4º  parágrafo
Expressão  inicial  +  reafirmação  do tema  +  obs.  final
Conclusão


Esquema nº 3
1º parágrafo
Apresentação do tema com rápido comentário.
Introdução
 2º parágrafo
3º parágrafo
Análise  dos aspectos favoráveis, com exemplos.
Analise  dos aspectos contrários, com exemplos.
 Desenvolvimento

4º parágrafo
Expressão inicial + posicionamento pessoal em relação ao tema + observação  final
Conclusão







Elementos articuladores
Usos

Expressões

Indicação de certeza
Sem dúvida, está claro que, com certeza, é indiscutível
Indicação de probabilidade
Provavelmente, me parece que, ao que tudo indica, é possível que
Relação de causa e consequência
Porque, pois, então, logo, portanto, consequentemente
Acréscimo de argumentos
Além disso, também, ademais
Indicação de restrição (introduz uma ideia contrária do que foi afirmado antes)
Mas, porém, todavia, contudo, entretanto, apesar de, não obstante
Organização geral do texto (introduz argumento)
Inicialmente, primeiramente, em segundo lugar, por um lado, por outro lado, por fim
Introdução de conclusão
Assim, finalmente, para finalizar, concluindo, enfim, em resumo

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Figuras de Linguagem IV