sábado, 12 de dezembro de 2009

O papel do professor diante das novas mídias

O que mais me chama a atenção sobre o papel do professor no processo de ensino-aprendizagem é o fato de que ele deveria ser o desafiador e articulador dos conhecimentos dentro da sala de aula, mas, infelizmente, o que se vê na maioria das escola brasileiras são meros professores “ensinadores”, ou seja, apenas cumprem o papel de transmissores de conhecimentos para alunos passivos, quando não indisciplinados e inquietos. Essa atitude dos alunos mostra claramente a sua indiferença para a aula daquele professor e que não está havendo uma aprendizagem significativa.
Pesquisando na internet, encontrei um artigo muito interessante de autoria de Júlio César Furtado dos Santos, onde ele diz “Num contexto de mundo inacabado e em constante mudança, nós não temos nenhuma aula a "dar", mas sim, a construir, junto com o aluno. O aluno precisa ser o personagem principal dessa novela chamada aprendizagem. Já não tem mais sentido continuarmos a escrever, dirigir e atuar nessa novela unilateral, na qual o personagem principal fica sentado no sofá, estático e passivo, assistindo, na maioria das vezes, a cenas que ele não entende.”


Essa citação nos remete ao que acontece, hoje, nas salas de aulas, em que o professor à frente dos alunos explana sobre um assunto para uma classe que ouve e copia sem questionar nada. Quando assisto a uma cena desta, acredito muito naquela máxima que diz “o professor faz de conta que dar aulas e o aluno faz de cona que aprende”.


Mas, esse não é mais o papel do professor! Segundo Ausubel (1988), é imprescindível para que haja uma aprendizagem significativa que os alunos se predisponham a aprender significativamente, caso contrário, não haverá aprendizagem, pois os alunos têm que querer, têm que estar motivados para tal, por isso volto a falar que o professor articulador /mediador e desafiador dos conhecimentos propicia aos alunos o desenvolvimento de suas potencialidades, ou seja, de sua capacidade de ler e interpretar o mundo, pois essa característica do professor enfatiza a autonomia do aluno para a busca constante de novas aprendizagens.


O papel do professor é questionar, desafiar, é gerar motivação, conhecimento, dúvidas, criar necessidades, curiosidades e não apresentar respostas prontas. Esse é o nosso papel na promoção de uma aprendizagem significativa: o de desafiar o aluno, até mesmo, o de desequilibrar as redes neurais do aluno, ou seja, gerar conflitos cognitivos no aluno.


Só assim conseguiremos tirar nossos alunos do “mundinho” deles e atiçar sua curiosidade; provocá-los a empreender uma busca pessoal e assim construir seus próprios conhecimentos tendo o professor como seu incentivador e mediador.


Assim estaremos cumprindo o nosso papel: não o de ensinar, mas o de causar “sede” e aprender.

2 comentários:

Anônimo disse...

Silene Faro,Achei interessante suas observasões sobre o prejuizo que é o professor não atento as reais situações presente numa sala de aula.Apenas ressalvo que,os dirigentes se uma escola devem estar afinados com seus professores.Na falta desse"comungar",pode ocorrer desperdícios de oportunidades donde os alunos desenvolveriam seus aprendizados de umaforma mais completa.Há casos em que a direção não demonstra ter o mesmo compromisso que o professor tem professor tem em sala de aula.

Grato.
Fernando Maioni

Jacqueline Andrade disse...

Olá Silene,você esta de parabéns, pois seu blog é maravilhoso!

Figuras de Linguagem IV